Cartas na Mesa: Tarô Virtual

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Esperar nem sempre gera prejuízo

2 de Paus é conhecido como carta de espera. Quem nunca ouviu a frase ” Fiquei ali esperando feito um 2 de Paus” ? Pois é. Porém, a forma de lidar com a espera muda toda a situação, dependendo o que surgir à sua frente.
Hoje em dia qualquer tipo de espera é “pagar mico”. Esperar na fila é perda de tempo, esperar o farol é absurdo, esperar para ser atendido é falta de respeito. E esperar outras coisas? Esperar resposta de trabalho, esperar para ser convocado, esperar para ser solicitado, esperar alguém ligar, esperar uma pessoa se tocar…pior ainda. Por que isso acontece? Porque fica cada vez mais difícil entender (e aceitar!) o ritmo das outras pessoas. As necessidades e tempos alheios são cruéis com nosso ego e nossa vontade de “quero resolver agora, já!”.
Tudo bem, eu sei que é um inferno ver gente dando murro em ponta de faca ou escondendo sol com a peneira. Mas a questão é: será que na nossa vez será diferente? Porque pra gente é fácil pensar que o outro tem que resolver tudo logo? E quando a gente é que tem que resolver fica tudo simples como parece quando é com o outro? Claro que não. Dizer que não liguei porque não estava a fim é magoar. Admitir que não quero ir até alguém pode estremecer o relacionamento. Demitir, desistir, separar, confrontar, decepcionar …são situações delicadas e cada um leva seu tempo para fazer isso da melhor forma possível. Ouço sempre perguntas clássicas, como: “Poxa, mas se ela não gosta de mim porque não fala logo?”. E eu tento explicar, toda vez, que a gente pode não estar mais apaixonado por alguém, mas sempre há sentimento e consideração, e justamente por isso não fica fácil abrir o jogo e virar as costas definitivamente. Aliás, consideração é também uma palavra que pega mal atualmente, é sinal de pena. E, na verdade, se trata de algo valioso, pois é um termômetro que impede qualquer maluco de sair metralhando quem gosta simplesmente porque não está mais apaixonado ou envolvido como antes.
Por isso, esperar é chato sim, concordo. A gente tem sempre aquele desejo meio ilusório de entrar no banco e ser atendido na hora, de fazer entrevista e ser aceito (em meio a fogos de artifício de preferência), de receber a ligação tão esperada na primeira hora do dia seguinte, de saber tudo o que está acontecendo com a outra pessoa no mesmo instante. Mas não é bem assim porque as relações, as pessoas, as situações precisam de suas sutilezas e seus detalhes. E às vezes o tempo é sinal de consideração (não consideração que parece ofender, mas consideração que inclui afeto e respeito).
Essa semana façamos como o 2 de Paus. Olhemos para o outro e para o seu ritmo de forma mais compreensiva. Essa carta só consegue negociar porque busca compreender antes de reclamar e de apontar o dedo. Conseguindo interagir e respeitar o tempo do outro (a espera, o ritmo alheio) poderemos controlar também nossos anseios, desejos, ego e autoritarismo. É uma boa negociação! Assim, quando for a nossa vez de resolver será possível ter o respeito das outras pessoas para refletir, definir e expor a decisão ou um resultado. Toma lá dá cá. Se eu dou compreensão posso recebê-la de volta. E isso cultiva a relação madura e uma busca real por entendimento em qualquer tipo de interação.

Boa Semana a todos ;)
Abraços
Kelma Mazziero

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Enfim a compreensão!

Essa semana mudamos de naipe. Entramos no naipe de Paus, que representa o elemento fogo, trata da parte espiritual. Claro, essas informações são as mais básicas e também as mais batidas, porque falar tudo isso e decorar é fácil. Difícil é compreender. Como precisamos começar do começo, é sabido que Paus = fogo = espiritualidade. Porém, o que seria mesmo essa tal espiritualidade?
Já escrevi em outros artigos que as pessoas ainda confudem espiritualidade com religião. É comum ouvir frases prontas como essas: “Ah, fulana é super religiosa, é ligada a assuntos espirituais”. Ou ainda: “Aquele moço gosta de papo cabeça, vive falando de religião e espiritualidade”. Eu, pessoalmente, nem ligo mais quando ouço isso. Aliás, ouço tanta coisa sem sentido que estou aprendendo a abstrair e não levar tudo a ferro e fogo. Só para não deixar de apimentar um pouco o tema, tem a frase principal, que define espiritualidade para muita gente: “Ah, ele é estranho…gosta de ler sobre espiritualidade, religião…não sei se acredito nessas coisas“. Essa é a melhor.
O que vale aqui é tirar tudo isso da mesma panela. Porque tem muita gente religiosa que não estuda, nem sabe nada sobre espiritualidade. E muita gente que exala espiritualidade, mas sem vínculo religioso (em tempo: não estou generalizando, por favor, me poupem de escrever me xingando). Portanto, não é porque saiu o naipe de Paus num jogo que teremos que dar um jeito de falar sobre espírito no tema dinheiro. Certo? Senão ficam aquelas leituras assim: “Olha, você precisa aprender a lidar melhor com dinheiro, porque se você trabalhar melhor sua espiritualidade, vai ganhar mais e vai se dar melhor na vida financeira”. Afora o detalhe de que ninguém sabe ao certo o que significa “trabalhar melhor a espiritualidade”, a leitura em si não faz muito sentido. Eu sei que vou receber vários posts e mensagens reclamando desse comentário. Vivo recebendo mensagens mal educadas de gente que fica irritada com meu conteúdo de forte racionalidade. Mas paciência. A verdade é que ler Tarô misturando as bolas está errado. Pode me xingar, contra fatos não existe argumento.
Sendo assim, é importante ver espiritualidade como uma qualidade muito mais sutil do que mero segmento religioso ou crença dogmática. E por isso, Paus não fala só de espírito, mas abrange temas extremamente relevantes (que são apoio para a verdadeira espiritualidade) como maturidade, equilíbrio, harmonia, altruísmo. Tendo essas qualidades (ou aspectos, como preferir) a comprensão parece muito mais acessível. Compreender fica menos doloroso. E Paus possui essa característica, pois o pano de fundo tem um aspecto maduro, mais equilibrado, consciente, busca e tende à harmonização, pensa no outro além de pensar apenas em si próprio. Uma coisa é termos um conflito entre duas pessoas que não abrem mão da própria idéia (Espadas), outra coisa é termos conflito entre duas pessoas que querem chegar a um acordo (Paus).
Portanto, o Às de Paus vem coroar um novo tempo. Mostra que possuindo sabedoria (ou pelo menos querendo encontrá-la) já é possível uma caminhada menos dolorosa. Carta de desejo, de poder, energia e criatividade, o Às de Paus nos ensina a começar o que quer que seja com vontade, da forma apropriada, prontos para lidar com qualquer coisa já que não queremos excluir ninguém, mas sim, agregar. E é nesse tom que deixo a mensagem da semana: todo começo assusta ou gera tensão, mas, estando pronto para isso é possível superar melhor as fases difíceis. O impacto inicial sempre gera abalo, contudo, se houver a consciência (e a maturidade) de que é preciso esperar a reação inicial passar para pensar e então buscar um acordo justo com um resultado sem prejuízos alheios certamente haverá mais ganhos e também mais alegria. A espiritualidade está nas pequenas coisas. Trabalhando com equilíbrio, buscando o entendimento, tentando compreender a si e aos outros sempre haverá chance de evolução.
Boa Semana ;)
Abraços
Kelma Mazziero

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Todo egoísta perde o contato com a razão

Rei de Copas é uma carta fácil de ser reconhecida. Todo Rei realiza, domina, faz acontecer… simplesmente porque tem poder pra isso. Copas é naipe de sentimento (não significa relacionamento, tá?) e também naipe de inspiração. Pouca concretização. Sendo assim temos uma união interessante: poder + emoção. Ou seja, é um Rei que domina através do que sente, faz o que acha certo, não tem compromisso com a verdade (desde que não concorde com ela, ele a descarta). Mas calma lá: não se trata de carta negativa ou de alguém malvado. É preciso entender a sutileza da situação antes de condenar.
É comum acharmos que a pessoa egoísta é uma pessoa malvada. E nem sempre. O fato é que o egoísta não consegue (sim, é incapacidade mesmo) enxergar as necessidades dos outros. Ele simplesmente não tem noção dos níveis de interação e interdepência que permeiam todos os relacionamentos. Ou seja, não adianta dizer para um Rei de Copas que ele não pode ir à festa no dia que um parente próximo está morrendo. Porque, na cabeça dele, não há o que fazer pelo parente mesmo, ele já comprou a entrada da festa e, já que não pode fazer nada prefere ir se divertir a ficar em casa esperando o telefone tocar. Ele realmente não entende a situação de forma global, pois a referência principal é seu próprio sentimento e sua necessidade (aqui falo da necessidade de vaidade, não necessidade de sobrevivência).
É por isso que confundimos egoísmo com maldade. Porque, ao ver o egoísta decidir e agir, usando como parâmetro apenas suas emoções e seus quereres, parece realmente que ele é insensível. E não é. É que a sensibilidade dele é apenas usada pra si próprio. Tanto que existe um tarô que o retrata como Luis XV, cheio de regalias, comida e ouro enquanto lá fora a população morre de fome. Na verdade as atitudes dele fazem mal aos outros, mas não há essa intenção, é apenas falta de senso comum e de noção.
Muitos podem dizer que, se alguém gera o mal, então é mau. Mas a gente sabe que o ser humano adora se apoiar na desculpa de que “Deu tudo errado… mas não foi de propósito”. Pois é. O Rei de Copas pode causar estragos, mas nunca faz de propósito, na verdade ele só está pensando no que acha certo e no que é melhor pra si. E quem nunca conheceu o rapaz lindo, cheio de qualidades, jovem e inteligente que namora todas as mulheres mais lindas, mas, quando decide casar, escolhe a filha do milionário, mal educada e anti-social, porque afinal casamento requer bens e ganhos? Oras, todas as mulheres bem criadas, bonitas (mas pobres) sabem bem quem é o Rei de Copas.
Portanto, essa Semana pede um certo tom de ironia. Ironia porque é o que se precisa quando surge situação ou pessoa que se comporta dessa forma. Não há como deixar tudo mais humano e menos individualista quando se trata desse tipo de situação. Não adianta explicar que o casamento requer muito mais do que uma lista boa de bens, não há como explicar que o fato de perder um ente querido requer luto, não há como explicar que um trabalho bem feito, às vezes, precisa que se faça mais do que se foi contratado para fazer. Não é mesmo? Ou alguém aqui nunca teve que encarar a boa e velha frase, vinda de alguém, num tom cheio de razão: “Olha, infelizmente isso não é meu serviço, então você vai precisar resolver sozinho”. Pois é. A lei do egoísmo tira a razão e o discernimento das pessoas. Elas juram que estão certas. Pena que o resto do mundo não concorda.

Boa Semana a todos ;)
Abraços
Kelma Mazziero
(Imagem: Harry Potter Tarot)

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Segredo é pra quatro paredes *

Na semana da Rainha de Copas é preciso lidar com o que há de mais flexível na vida de muitas pessoas: o segredo. Moeda de troca em amizades, grupos sociais, relacionamentos familiares, relações afetivas, ambientes profissionais ou acadêmicos… é aspecto presente em todos os tipos de interação. Sempre tem a pessoa que sabe um segredo e conta para outra (pedindo sigilo). Em troca (aqui já vira moeda) ouve outro segredo, e, de posse dele compartilha-o com outro alguém. E daí por diante.
Desde que o mundo é mundo o segredo, o sigilo, aquilo que é velado e oculto causa um frisson incrível. O mistério deixa tudo mais saboroso. E as pessoas usam disso para tanta coisa que, se pararmos pra pensar, dá medo. O problema é: da mesma época (ou seja, desde sempre) que existe o segredo, existe também aquele que quer desvendá-lo. Ou seja, o grande “barato” é fazer o que é saboroso deixar de sê-lo. Estranho, já que tudo o que é misterioso só tem essa aura por sua natureza sigilosa. Se deixar de ser assim, vira coisa comum. E assim sendo, torna-se passível de cair na mediocridade.
A Rainha de Copas tem uma simbologia ímpar. Única. Imperdível. Ela está sempre com as mãos sobre a taça que carrega consigo. A taça, que normalmente contém água (símbolo de vida, emoção, sentimento) está sendo protegida pelas mãos da Rainha. Escondida. Não há como ver se está cheia ou vazia. Não se descobre o que há dentro dela. Apenas supõe-se. Não é o máximo? E, como toda Rainha é uma mantenedora de primeira, ela não vai mudar isso facilmente. Ela protege, guarda, esconde e não sai dali nem por um decreto. Eis aqui a representação do segredo, do que não se sabe, do que é oculto. E, melhor do que tudo isso, é a representação daquilo que não quer ser descoberto.
Tudo isso faz a gente pensar. Pensar na razão pela qual a maioria das pessoas fica se esforçando terrivelmente para fazer com que essa cena de mistério e proteção se torne pública. Isso se transporta para o cotidiano, afinal, as pessoas detestam manter segredo, detestam lidar com ele, detestam ser um segredo. Mas ninguém percebe que, deixando de ser segredo, corre-se o risco de perder também a magia e o mistério em torno da situação oculta. Vale dizer que não estou defendendo quem é desonesto e esconde o jogo, mas sim, daquilo que existe de íntimo e secreto e não precisa ser divulgado. Ser desleal não é manter segredo, mas antes de mais nada, agir ilicitamente.
Por isso, essa semana faz pensar. Será necessário desvendar tudo na vida? Seria mesmo preciso ter tudo ali, preto-no-branco? Daria certo viver com tudo aberto, o tempo todo, para provar transparência? Ser reconhecido social e publicamente não tiraria a magia de ser um segredo? Para quê nascer como um segredo e ter que transformar isso em qualquer coisa que seja publicamente comum e aceitável? Até quando as pessoas vão usar seus próprios mistérios e os mistérios alheios como moeda de troca, para serem vistos como especiais, ou para terem segurança de saber mais que os outros? Enfim, são perguntas importantes numa semana que poderá nos mostrar que Herivelto Martins estava certo quando dizia “O peixe é pro fundo das redes, segredo é pra quatro paredes…não deixes que males pequeninos venham transtornar os nossos destinos”.
Lembre-se: o que é secreto não dá poder para quem descobre, mas tira a beleza do que requer proteção e discrição.

Boa Semana a Todos ;)
Abraços

Kelma Mazziero
* Frase retirada da música Segredo (Herivelto Martins e Marino Pinto)

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O romantismo é uma faca de dois gumes

Cavaleiro de Copas é carta bem recebida quase sempre. Por ser Cavaleiro (todos eles são buscadores, acreditam no que pretendem conquistar) e, estando num naipe ligado ao afeto (Copas), normalmente enxergamos com bons olhos. Contudo essa carta tem aspectos que, na prática, nem sempre gostamos de lidar ou encarar. Seus atributos de ilusão, promessas, boas intenções e intensa emotividade fazem dele alguém de coração bom, mas gestos duvidosos. É o conhecido “gente boa que fere sem querer“. Para quem olha do lado de fora fica fácil entender. Para quem foi ferido ou se sentiu enganado a sensação é bem desagradável.
Eu sei que escrever esses aspectos sem muitos sotaques e muitos arabescos pode parecer desrespeitoso de minha parte. E quem gosta de me criticar vai reclamar (como sempre) de que estou profanando as cartas. Mas vale dizer, mais uma vez, que estou aqui para dar exemplos práticos, situações cotidianas, parâmetros viáveis sobre aspectos que ficam num contexto excessivamente rebuscado, dificultando nossa leitura e análise mais trivial. Ora, usar linguagem metafórica é bom, claro, mas nem sempre se faz cabível. Por isso, deixo aqui minha insistência em traduzir o Tarô como algo que explica muito do que passamos na vida e relutamos a entender. A parte filosófica e metafórica fica para aqueles momentos nos quais não precisamos superar uma dor ou um problema, como por exemplo, o de se sentir enganado por um “príncipe encantado” que só não veio cavalgando num cavalo branco por problemas de trânsito engarrafado na capital.
Sendo assim, temos aqui uma Carta que nos faz pensar sobre a dualidade das intenções em qualquer relacionamento ou interação pessoal. Não tem jeito, um dia a gente se depara com aquela pessoa que é um amor, um doce, que entra em nossas vidas como uma solução e sai como um dos maiores problemas que já se viu. O rapaz que promete mundos e fundos, mas não realiza. A moça que se mostra sempre disposta, mas nunca concretiza. O amigo que sonha e não sai do lugar. A amiga que é uma excelente companhia, mas não sabe estar presente quando realmente é solicitada. O grande amor que vira sapo. O sapo que vira grande amor e termina como carrasco… e assim por diante.
É muito lindo dar de cara com um Cavaleiro de Copas. Todo mundo gosta dele. Romântico, sonhador, promissor, sedutor, agradável, meigo e bem intencionado. Quer melhor? Pois é. Se for pra casar não basta. Precisa ser trabalhador (aqui ele fica devendo um pouco), precisa manter a palavra (outro ponto delicado), precisa também cumprir o que promete (mais um problema) e aprender a buscar a durabilidade (uma das maiores dificuldades).
Portanto, toda carta tem seu lado bom e seu lado ruim. Eu sei que é clichê, mas é afirmação verídica. Não basta ser Cavaleiro de Copas, tem que caber no contexto. Ele será perfeito na vida de quem não precisa de resultados, de quem não se preocupa com tempo, de quem gosta da poesia e não quer saber de prosa. Ele é bom pra ter um romance, não para constituir família. É bom para se divertir e não para conviver. É bom para curtir e não para cobrar (muito menos julgar). Ele é a primeira e não a última palavra. Se é isso que se busca, perfeito. Se não, toda a carga emotiva, romântica e bem intencionada vira ferida no fim da história.
É, gente… a vida é assim. Tudo depende do que se quer. Não existe um padrão certo que caiba em todas as mentes. Não há um “tamanho único” que sirva em todas as pessoas (quer coisa pior do que roupa com tamanho único?). Cada um vive seu momento e requer um tratamento específico. Já vi gente feliz da vida em tirar a Torre para, enfim, conseguir quebrar bases corroídas da própria vida (viu? eu também sei falar bonitinho…rs). Já vi gente triste de ver O Mundo mudar pra melhor (quando é na vida de outra pessoa nem sempre a evolução cai bem). E já vi muito Cavaleiro de Copas magoar gente suficiente, ao mesmo tempo, realizando emocionalmente tantas outras pessoas à sua volta.
Tudo depende. Depende de tempo, de fase, de disposição, de coração e de alma. Vale não acreditar que a coisa boa será, pra sempre boa (ou que funcione da mesma forma para todos). Assim, pode ser que a compreensão das sutilezas da vida se torne cada vez mais aceitável e fácil de acontecer.

Boa Semana a Todos! :)
Abraços
Kelma

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