Cartas na Mesa: Tarô Virtual

Artigos, programação e workshops do Site Tarô Virtual - www.kelmamazziero.com.br

Arquivo de Outubro de 2007

Momento Propaganda

Ultimamente tenho utilizado o Blog como um quase-diário. Muita gente me dizia que sentia falta do meu lado mais desbocado e rebelde, afinal, fiquei um bom tempo tentando a política da boa-vizinhança e uma postura politicamente correta. Mas, sabe como é, esse esquema cansa às vezes.
Hoje, mudando um pouco essa fase mais “boca dura” resolvi escrever sobre um lançamento que eu e Marcelo Menezes realizamos pro Site, que, na realidade, é para nossos visitantes, alunos, clientes, amigos e afins. Sendo assim, me renderei ao “Momento Propaganda”. Não curto muito ficar me divulgando, acho meio chato, talvez arrogante. Só que, se eu não anunciar, ninguém vai saber. Sobram poucas alternativas, portanto. Mesmo sabendo também que já já , meio Mundo também oferecerá material parecido, infelizmente pouco podemos fazer.
Durante os próximos 30 dias teremos 25% de desconto nos Atendimentos & Consultas de lançamento. São 3 tipos de leitura: Tarô da Afetividade, Tarô da Carreira e Vocação, Análise do Momento & Conselhos. Essas 3 consultas são feitas e redigidas, enviadas por e-mail (o que chamo de e-readings) ou correio (impressas).
Para quem prefere receber um material escrito, sobre algum tema em especial ou mais focalizado em Conselhos, é só enviar e-mail solicitando a Consulta de Lançamento, recebendo o desconto e informações para pagamento e procedimentos de Consultas. Para entrar em contato, o e-mail é taro@kelmamazziero.com.br
Leia nossa News desta Semana, está bem bacana: http://www.kelmamazziero.com.br/km/portal/newsletter/index.htm
Abraços
Kelma

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O tempo passa!

Sempre achei um horror aquelas pessoas que diziam: ” No meu tempo era tudo melhor, não tinham essas coisas modernas de hoje”.
Pensava que era papo de gente ultrapassada, quem não se entendia com as mudanças naturais do tempo e da evolução. Caretas.
Nada como um dia após o outro, não? Hoje me pego dizendo as mesmas coisas. Me sinto, inclusive, uma velhinha ao dizer isso e ver o pessoal mais jovem falando e fazendo coisas, enquanto comento: “Eles ainda são novos, são jovens”. Credo, né? Pois é, também fico assim comigo mesma.
Mas sabe uma coisa que não consigo mais suportar? (Não sei se é a idade, se é caretice, se é falta de capacidade de evoluir…)
Andei reparando uma coisa. Perceba: achamos, há algum tempo atrás, que a “febre do gerúndio” estava tomando conta do País e que todos iríamos desaprender a falar português. As gírias que aparecem, vá lá. O tom das conversas também, a gente acostuma. A mania do pessoal mudar o timbre da voz quando fala, dá pra engolir. Mas aquele gerúndio estava deixando todos enlouquecidos. Porém, acho que pode ser ainda pior. Acredite. Hoje me dei conta de que o gerúndio era apenas uma introdução `a nova moda da expressão e linguagem brasileiras. Não bastava atendermos ao telefone em nossa própria casa e ouvirmos: ” A senhora pode estar adquirindo o novo pacote de minutos, pra estar ligando mais vezes e estar cadastrando seus preferidos em sua lista”. Pode ser pior que isso? Pode. Eu juro, pode!!! Me dei conta da nova linguagem, que mistura o gerúndio a uma verborragia terrível e impossível de ser decifrada… uma mistura de expressões encontradas na informática, em computadores e - claro - entre a malta menos informada que sempre acha uma forma de tentar se expressar com conteúdo, não dizendo nada NUNCA!
Quer um exemplo? Vamos lá. Ligo pras Lojas Americanas para trocar um presente que ganhei pois já tinha ganho a mesma coisa dias antes. Primeiro que ligo pra um número (e eles dizem que está “indisponível”, isso significa que não está funcionando o serviço!!!). Ligo pra outros 3 números e acontece a mesma coisa. Entro na Internet, na tal Ajuda On Line. Mesma coisa. A conexão cai, nada se define. Até que consigo falar com um atendente. Muito tempo depois. E simplesmente senti um vazio, um desespero. Porque eu não entendia NADA do que o atendente escrevia! NADA! Parecia outra língua. Acompanhem as frases e chorem comigo:
” Vou estar passando o código referente `a postagem para que a senhora esteja aguardando os procedimentos”
” Estarei digitando o código de procedimento referente ao produto”
” A senhora pode estar solicitando um cadastramento mediante confirmação no qual será visualizado o pedido”
” Isto ocorre porque o serviço esteve indisponível devido ao excesso de chamadas e solicitações”
” Assim que receber uma mensagem de confirmação, será visualizadoo pedido para que confirme o cadastramento do produto”
Gente, SOCORRO. O que é isso? As pessoas pegam todas as palavras traduzidas dos computadores americanos e utilizam numa frase totalmente sem sentido, a troco de que? Ah, pra gente acreditar que, quem não têm conteúdo, sabe mais do que a gente? Puxa…conseguiram! Eu estou até hoje tentando entender o que me disseram. Tirando o fato de que não consigo dizer o nome dos atendentes (são TODOS copiados de nomes gringos), fico pensando onde enfiaram a palavra criar, acontecer, fazer, resolver. Foi tudo trocado por gerar (?), ocorrer (?), viabilizar (?), solicitar (?).
Eu estou com saudades do gerúndio, juro!!! Pelo menos eu entendia qual era o verbo! Agora não sei do que estão falando. Pra que tentar rebuscar coisas simples! Oras, não seria mais econômico dizer: ” Senhora, vou te passar um número para que envie o presente que recebeu pras Americanas, assim, quando chegar aqui, trocaremos o produto”. Ou ainda “Nossos telefones não funcionaram, ficamos sem serviço por excesso de ligações”. Não fica mais fácil, mais econômico e menos pedante?
Vale salientar: nada contra as pessoas que tem menos informação. Nada mesmo. Mas pra que tentar falar uma coisa que nem a própria pessoa entende? Fica ainda mais discrepante, mais complexado, típico de quem trabalha e não tem vida pessoal pra comprar um carro bonito e correr nas avenidas, furando farol e desrespeitando as lei do trânsito. Totalmente sem sentido, vítimas do consumismo que traz felicidade rápida.
Sinceramente, estou desanimada. Acho mesmo que fiquei velha e careta. No meu tempo não era assim! Pronto, falei!!!
Mas poxa, sinto saudades de quando a gente falava “transar, bacana, super, tipo assim”. Não era tão difícil de entender. Hoje, fico horas ao telefone, demoro um tempão pra decifrar essa língua sub-técnica que as pessoas insistem em usar. Logo depois entro no elevador e ouço 2 rapazes falando ” Eh Véi (que soa como ah, porque é dito com a boca aberta), tá ligado nas parada que a coisa é sinistra…”. Saio do elevador, com uma expressão quase de terror, quando toca o celular. Atendo, do outro lado, a mocinha da Vivo me diz ” a senhora gostaria de estar solicitando um novo plano de minutos no qual pode estar se cadastrando juntamente com mais 2 pessoas e mediante confirmação usufruir de nossos benefícios?”. Ainda mais chocada, tento fazer minhas compras para casa, enfrentar a caixa do supermercado que usa a mesma linguagem, voltar num ônibus que quase cai pro lado de tanto que corre nas curvas da avenida (a pressa, hoje, corrói a todos. A grande moda é correr de carro, de ônibus, de qualquer coisa que possua rodas) e, ao chegar em casa com um cansaço bem maior do que o físico, atendo ao telefone e escuto “Olá, Senhora Kelma, como vai a senhora? Tudo bem? Graças a Deus! A gente está ligando aqui do Lar das criancinhas porque estamos precisando de mais um apoio da senhora, com a luz e a mão de Deus, pra quem sabe estar contando com uma quantia de dinheiro, seja o que a senhora puder oferecer, porque estamos passando uma fase difícil, sabe, senhora Kelma, e por isso sabemos que pessoas boas como a senhora nunca deixam de ajudar e contribuir com a gente, porque a gente reza e ora pela saúde da senhora e de sua família, pela sua bondade e doação…”. Desligo o telefone. Sento. Penso em chorar. Depois penso em gritar. Mais tarde decido escrever. Estou ficando velha e reclamona, eu sei. Mas quem sabe como vou sobreviver num País onde não domino a minha própria língua???? Que medo.
Abraços `a todos;

Kelma Mazziero

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A disponibilidade faz parte…

Navego pela internet e vejo de tudo. Todos os tipos de serviços. Material copiado, alguns plágios disfarçados, coisas bacanas e outras sugerindo novas perspectivas. Tudo isso muito bom. Porque a internet não filtra nem seleciona o que é bom do que é ruim. Mas, tudo fica tão exposto, que o ruim acaba - naturalmente - se destacando e sendo reconhecido. O mesmo acontece praquilo que tem qualidade.
Porém (veja como a Vida é irônica!) quem trabalha na internet se depara com alguns dilemas. O que fazer e o que não fazer???
Como já escrevi aqui, ouço sugestões de todos os tipos, recebo pedidos dos mais cabeludos possíveis, leio barbaridades e gentilezas com a mesma paciência. É preciso treinar a tolerância. Além do que, as mensagens carinhosas valem o preço de ler os pedidos de macumba-grátis.
Por isso, sempre criamos no Site novas propostas, encontramos formas diferentes de oferecer serviços On Line. Nem vou comentar sobre aqueles que acham que o trabalho Virtual/On Line é eticamente duvidoso. Se fôssemos falar em ética, ficaríamos arrepiados de ver que tanto o trabalho feito pessoalmente (ao vivo) quanto o virtual têm pessoas despreparadas. Mas nem por isso essas pessoas não têm ética. Tô careca de ver pessoas (re)conhecidas sem ética alguma. Como afirmar que o anúncio de Vidente num poste tem menos ética que um atendimento numa sala sofisticada num bairro chique de São Paulo? Ai, me poupe, né? Trabalhamos com cartas, não estamos aqui pra julgar nada nem ninguém. Se julgarmos, perdemos imparcialidade. E jogo de Tarô sem imparcialidade fica fraco.
Continuando: fico aqui olhando tudo isso, lendo tanta coisa (mesmo não participando de listas e comunidades recebo por e-mail algumas coisas que escrevem sobre Tarô e o Trabalho com o Tarô. Não consigo escapar dessa chatice do “eu acho”, “eu penso”…) e recebo inúmeras sugestões/perguntas via e-mail. Como gosto de praticidade e objetividade, decidi colocar aqui meu endereço de msn. Assim, quem quiser me perguntar sobre Cursos, Aulas ou Consultas pode fazê-lo diretamente, com mais facilidade.
Para falar comigo sem precisar esperar a resposta via e-mail, adicione em sua lista do msn kelma_mazziero@hotmail.com
Estarei disponível para esclarecer dúvidas.
Veja bem, não vou dar aula de graça, nem fazer “surucucu” virtual. É um endereço pra dar informações, aulas com agendamento prévio ou mesmo marcar consultas. Não desrespeito quem usa o Tarô sem cobrar, mas minha opção (que fique claro) não é essa. O Tarô é meu trabalho, não é missão cármica que tenho que doar indistintamente, ok????
Eu sei que o bom senso permeia a maioria das pessoas e não vou precisar mudar de endereço por receber pedidos de simpatias, trabalhos de macumba ou mesmo orações pra trazer a pessoa amada de volta.
Você não faria isso comigo, faria?
Hahahahaha…
Abração
Kelma Mazziero

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