Arquivo de Janeiro de 2008
Do Lado Negro está a sua Vovozinha!
Gente! Quem me conhece ou lê meus artigos sabe muito bem que não costumo dar atenção a e-mails repassados ou notícias bombásticas via internet. Primeiro porque não uso a Rede pra isso… uso pra trabalhar e não sobra tempo pra correntes e babados. Segundo porque nunca sabemos se é verdade, se é real, se é vírus ou mais sensacionalismo. Sendo assim, me mantenho distante desse esquema passa-repassa. Mas leio, claro, até por questão de educação.
Hoje abrirei uma exceção. Recebi uma e-mail da Alice (Aglaia Madora) e fiquei passada com a notícia que ela enviou. Uma Miss, no Canadá, foi rejeitada pela direção de um concurso - para participar como jurada - por praticar “bruxaria”. Achei estranha a chamada e fui ler. Fiquei passada e engomada, mais uma vez. Li com meus próprios olhos que a Miss colocou em sua biografia (a direção pediu para ter uma sinopse da jurada) seus gostos pela Yoga, o Reiki e Cartas de Tarô. Depois de saber disso, a direção do concurso a rejeitou, dizendo que queriam uma pessoa com os pés na terra (???) que não estivesse do Lado Negro (???) ou mesmo praticasse Ocultismo (???) ou Práticas Obscuras (???).
Reparem, queridos, o tanto de informação equivocada que as pessoas deste nível possuem. Já vi criaturas tidas como “intelectuais e cultas” dizerem coisas assim. O que me faz pensar que não são - nem de perto - inteligentes e informadas como se dizem ou parecem. Pior ainda…quantas vezes vemos o povo da moda e beleza dizerem que são tidas como bonitas e burras, sofrendo e pedindo crédito para que todos as enxerguem “por dentro”. Tirando o fato de que não sou psicóloga, nem ginecologista ou mesmo radiologista pra ver o lado de dentro, sempre entendi a situação de quem transita no meio de Beleza e tentei aceitar o pedido de “enxergá-las internamente”.
Aí vem a questão: os “super inteligentes” e os “super bonitos” não são capazes de perceber que:
1 - Quem pratica Reiki não é bruxo
2 - Quem faz Yoga também não é bruxo
3 - Quem lê tarô É TARÓLOGO
4 - Quem faz Reiki, Yoga e lê Tarô não pratica atividades obscuras
5 - Quem faz ocultismo não tem ligação com nenhuma das práticas anteriormente citadas
6 - Quem flutua é balão e foguete
????
Valha-me Deus.
Dá vontade de dizer: fiquem com o ramo da beleza…porque se precisar pensar…morrerão de fome. E isso serve também pro povo que acha que sabe alguma coisa sobre Simbologia e qualquer Prática Alternativa/Holística (o nome diz: PENSAR NO SER HUMANO COMO UM TODO, NÃO EM PARTES…pesquisem pelo amor de Deus!!!) e não consegue distinguir as coisas, principalmente esse papo-furado de “bruxaria” que é coisa de Inquisição e não sinal de talento para desenvolver espiritualidade. Tenha Santa Paciência, vamos andar pra frente!
Lado Negro? está sua Vovozinha, né, Ô Gringa Burra!!! ![]()
O Link para certificarem a besteirada, se quiserem: http://www.thestar.com/News/GTA/article/297985
Abração a Todos
Kelma Mazziero
Autodidata no Tarô
O autodidata existe em todo e qualquer segmento.
No Tarô a frequência que encontramos autodidatas é imensa.
Recebo muitos e-mails me perguntando o que acho disso. O pior é que eu ainda não sei o que pensar à respeito, por isso nunca falei sobre o assunto.
Creio que haja uma tendência maior de encontrarmos autodidatas em assuntos tidos como esotéricos (ou seria esquizotéricos?) porque ainda não teve uma criatura bendita que aparecesse do nada, criasse um sindicato e um conjunto de normas e regras para gerar uma carteirinha, atestando competência profissional esotérica e acabasse determinando quem é quem, por categorias, através de seus próprios conceitos. Quando isso acontecer talvez um Conselho ou Escola Autorizada façam com que os autodidatas sejam em menor o grupo. O que não necessariamente será uma boa alternativa.
O fato é que confunde-se muito, ainda, um autodidata com intelectual. E isso nem sempre procede. Para aprender a jogar Tarô, por exemplo, não adianta ler livros. Nem todos os livros técnicos do Mundo vão ensinar as dicas e os detalhezinhos que fazem toda a diferença numa leitura ou numa interpretação. Pode parecer partidarismo, mas é fato: para escrever um livro precisamos sistematizar o conhecimento, senão nos perdemos nas exceções (que são muuuitas) e então deixa de ser um livro técnico, se tornando um manual de anotações e estatísticas.
Sendo assim, não condeno o autodidata mas creio, sim, que estudar sozinho seja uma forma de se proteger e não interagir - o que fere diretamente a prática do Tarô, que pede interação - deixando a pessoa com informação parcial, impedindo o conhecimento real e apenas facilitando a malfadada pretensão, que circula com uma frequência também avassaladora o meio esótérico (de novo: seria esquizotérico?).
Estudar é bom, pesquisar é ótimo. Interagir e buscar conhecimento é melhor ainda. Parafraseando minha irmã, talento não é o suficiente. As pessoas se iludem com ele. Quantas pessoas não ficam enlouquecidas por saber que um tarólogo adivinhou quem ganharia a eleição? E quando falam sobre o passado, numa consulta, e acertam?
Comparo isso à música. Acho engraçadíssimo ver quantos músicos de qualidade ficam sem emprego porque perdem para a “fama” de outro músico, nem tão talentoso. Quando isso acontece? Quando o músico toca tudo o que é coisa popular e está em moda num bar e faz o povo pular e se agitar. Aí, sim, ele é tido como “um bom músico”. Não interessa se tocou 2 ou 3 acordes a noite toda, quase no mesmo ritmo. Interessa se “o povo pulou”. Aí, dizem “nossa, ele toca muuuuuito”.
Eis aqui a questão: autodidata é bom quando não fica só, mas começa estudando sozinho pra então perceber que precisa trocar e aprender. Senão, ele vai “tocar pro povo pular” mas talvez nunca possa executar uma peça menos conhecida, mais exigente e que provoque nele a verdadeira inspiração.
Boa Semana a Todos ![]()
Abraços
Kelma Mazziero
Feliz Ano Novo!
2008 – O Giro da Roda
Aproveitando a vibração do Décimo Arcano deixei para escrever sobre 2008 já tendo entrado nele. No Tarô, o Novo Ano é regido pela Roda Fortuna, a Carta X. Muitos podem dizer que trata-se do Ano do Mago, porque a soma do número 10 resulta no número 1 (1+0 = 1). Porém, no Tarô temos 22 cartas e não podemos deixar de lado as lâminas que surgem depois do número 9, o último número puro. Lendo conjuntamente o 1 e o 10, teríamos, portanto, uma análise bem interessante. O 1 começa, inicia, lidera, traz impulso e projeto. O 10 faz movimentar, adiciona um conteúdo de transição e ciclos.
Mesmo parecendo um tanto complexo, preferi colocar a associação dos 2 números citados para 2008, ao invés de escrever somente sobre um deles. Afinal o 1 está contido no 10 e vice-versa. Não é impossível falar de ambos e enriquecer ao máximo a compreensão de quem acompanha os artigos do Site.
Fazendo uma comparação bem simples a tendência de 2008 é oferecer aberturas, começos, projetos (número 1/ O Mago) contudo estes aspectos serão enriquecidos com transições, movimentações e inovações. Para não me alongar demais, basta enumerar aqui os prós e contras, que todos entenderão a mensagem.
Dentre alguns pontos relevantes com os quais precisaremos ter atenção e cautela em 2008 estão: irritabilidade, nervosismo, vulnerabilidade, volatilidade, impulsividade, persistência, alterações inesperadas, altos e baixos, imediatismo. Em torno desses temas já imaginamos que intensidade é um forte caminho em 2008 e precisaremos todos de bom senso para não torna-lo conflitante, desgastante, pouco produtivo.
Já dentre os conselhos e indicações de boa condução estão: reflexão, maturidade, limitar brigas e confrontos sem necessidade, manter o foco, aceitar as fases e ciclos sem se deixar influenciar com tudo o que é ruim ou bom demais, manter a visão clara dos fatos a fim de não se envolver com dificuldades superficiais, evitar a distração com assuntos pouco relevantes.
Escrever sobre a regência de 2008 no Tarô é algo interessante pois, se tivesse que seguir a atividade à risca, o resultado seria um material imenso que, ao final, poucos aproveitariam. O ideal portanto é nortear este começo de ano, pois o mais importante é transmitir o “espírito da coisa”.Ei-lo aqui: 2008 pede sensatez, coerência e foco. A determinação, a força e coragem também serão bem vindas, desde que isentas de impulsividade ou explosões dramáticas. Não é porque temos uma vibração de movimento que precisamos ficar à mercê do vai-e-vem da Sorte.
Em 2008 a Vida falará com todos nós, basta estarmos atentos e abertos para ouvi-la. Fortuna é Destino. Fortuna é Sorte. Fortuna é a Roda da Vida. Podemos trabalhar com ela e aceitar seus ciclos. Podemos lutar contra elas e tornarmos-nos instáveis e volúveis. Como sempre, é uma questão de livre-arbítrio. Você escolhe.
Desejo um Novo Ano realmente renovado e libertador a todos.
Que nossas escolhas possam motivar as grandes explicações das quais precisamos.
Feliz 2008!
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Kelma Mazziero
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