Arquivo de Maio de 2008
O Mundo dá voltas…
Finalmente a semana do Mundo chegou. Digo finalmente porque mais um ciclo se encerra com esta Carta, por ser a última numerada do Tarô (Arcano XXI) e representar, dentre tantas coisas: a conclusão, o fechamento consciente e evolutivo, perfeição consciente e plenitude. Sendo assim, antes de mais nada, espero que aqueles acompanham os textos semanais sobre as Cartas, tenham usufruído ao máximo deste ciclo inteiro. Mais conscientes e de preferência com compreensão do que vivenciaram.
Afora isso, falar do Mundo sempre é intenso, pois a imagem que temos da Carta nem sempre é o que ela nos proporciona. Tudo depende da fase vivida e de quem experimenta a vibração da lâmina em questão. Uma coisa é fato: fazer cara de conteúdo e pose de “papo-cabeça” não garante entendimento. Não é porque supomos saber que realmente sabemos. E como distinguir? Simples, sendo verdadeiro(a) consigo mesmo(a). É bem mais difícil do que parece, garanto. E digo com propriedade porque vejo cada vez mais aquele tipo de pessoa que se leva a sério demais. Chatas, cansativas, afobadas, arrogantes e mimadas, as pessoas que levam tudo ao pé da letra chegam a enjoar qualquer cidadão que esteja à sua volta… mais dia, menos dia.
Ultimamente a “Ode ao Umbigo” tem deixado o indivíduo previsível. Pensar primeiramente em si, utilizar-se como referência e parâmetro, achar que seu trabalho é sua identidade, falar e repetir sem parar que antes é preciso se amar pra depois amar os outros ou que precisa ter o suficiente pra ajudar ao semelhante…são conceitos perigosos. E recorrentes. É comum ouvir conversas assim ” Você não gosta de morango? Ah…EU gosto!”; “Você gosta de praia? Credo, Deus me livre, EU detesto…”. Nem preciso comentar, né? Só que acontece, muito, mais do que deveria. E aí a pessoa fica assim: tudo magoa, tudo dói, tudo vira drama, tudo vira falsa filosofia. A pessoa começa a se levar a sério demais, não sabe rir de si mesma, não consegue ter a noção exata do que é realmente importante na vida. Quantos amigos brigam por bobagem, por orgulho, por imaturidade? Quantos relacionamentos se perdem por causa das necessidades (egoístas) que não são supridas? Pior, quantos filhos ficam sem um convívio familiar porque os pais estavam “sufocados” na relação, precisavam de liberdade?
Infelizmente, exemplos aos montes vêm à cabeça quando se trata desse comportamento. É a filosofia de não precisar fazer exercícios físicos porque hoje temos a cirurgia plástica. Quer algo mais superficial do que isso? Tem gente que é contra atividade física e a favor da cirurgia! Gostaria então de saber dessas pessoas se tem cirurgia reparadora de câncer para aqueles que estão lindos por fora mas não se alimentam direito e não cuidam da saúde, acumulando problemas e distúrbios. Será que o cirurgião plástico resolve isso também? Como lembrou bem minha irmã, as pessoas querem o sucesso, não o trabalho que ele dá.
Sendo assim, espero que O Mundo vibre a favor de todos, encerre os falsos ciclos e dê chance de um novo começo, só que um começo de verdade. Nada de plástica para quem não come direito, nada de achar que todo mundo tem que pensar da mesma maneira, nada de ficar se usando como exemplo, nada de colocar sua identidade em qualquer outro lugar que não seja em sua Alma. Com Verdade e Leveza, a gente pode rir da gente mesmo, parar de fazer cara de conteúdo e procurar problema onde não tem. Quem sabe assim façamos pelo menos um exercício - o mais eficaz de todos - natural e poderoso: o exercício do sorriso.
Vemos nessa?
Boa Semana à Todos!!!
:)
Kelma Mazziero
Semana Diferente, Semana do Julgamento
Aproveitando o conteúdo inovador e surpreendente do Julgamento, essa Semana escrevi sobre Simbologia, em outro Blog.
Meu artigo foi publicado no dia 19/05, segunda-feira, no Blog de Notas. Anote:
http://www.klebermazziero.blogspot.com
Abraços ![]()
Kelma
O Sol que nos protege
Alegria total: semana do Sol, todo mundo respira aliviado e pensa que tudo vai dar certo. Certo? Errado.
Tem uma lição básica que o ser humano insiste em ignorar! Esta lição se resume a uma frase: quem planta, colhe. Lembram a lenda da cigarra que só cantava, depois sentia frio e passava fome porque não pensava no dia de amanhã? Pois é…
Os prepotentes costumam dizer que gostar de estruturar e se preocupar com prevenção é coisa de gente “de terra” (aqui cabe uma legenda:esse linguajar é um astrologuês que rotula as pessoas do signo de touro, virgem e capricórnio como muito fixas e pouco ousadas). Graças a esse rótulo hoje em dia se alimenta a filosofia de não pensar no dia de amanhã, ou, não levar a sério a frase “quem planta, colhe”.
A Carta do Sol brilha para quem batalhou e conseguiu o que queria por mérito, não por sorte ou casualidade. Não adianta achar que chegou o Sol, então, tudo vai dar certo. Antes de sair pulando e comemorando, pense: “eu semeei? Eu cuidei? Eu me esforcei?”. Veja bem, não estou falando de merecimento (aliás, esse papo de merecimento é muito relativo, todo mundo acha que merece o melhor, até o Alexandre Nardoni!). A questão é olhar para si e realmente ter consciência, discernimento (características desta Carta) do próprio processo de maturação que foi preciso para realização do almejado!
É por isso que não adianta jogar Tarô para saber se “fulano me ama” ou se “a gente vai voltar a namorar”. Perguntar isso é bobagem. Antes de se preocupar em ter de volta o que foi perdido é preciso se perguntar se foi feito o que deveria ser feito. Você mudou? Você aceita o outro como ele é? Você aprendeu alguma coisa com isso? Ou quer simplesmente que tudo volte a ser como antes? Sim, porque voltar a ser como era antes é fadar o outro a ser infeliz, pois se o parceiro se afastou significa que não estava bom pra ele! Cadê o respeito pela opção do outro? A gente tem que obrigar a pessoa a nos engolir como somos? Queremos que ele mude mas a gente não altera nada?
Se for assim, nada feito. O Sol brilha mas não faz milagres. Não adianta ficar irritada(o) com o tarólogo, não adianta gastar fortunas com videntes. O problema está em não SE enxergar. E, se esta Carta fala de troca…na vontade unilateral só brilhará o ego. Portanto, nada de resultados. Quem não planta, não colhe. Pode ser o Sol, pode ser o Mundo, pode ser quem for…não dará certo.
Lembre-se: Na Carta XIX são 2 crianças brincando e se tocando. Igualdade. Reciprocidade. Clareza. Transparência. Realização por um processo de busca e maturidade. Se faltar isso, não haverá colheita. Qualquer um desses ítens faltando e o amor não é mais incondicional.
Aproveite esta Semana e reveja seus pedidos feitos para a Vida ou Destino. Avalie o que foi semeado, cultivado e se merece acontecer de verdade. Evitando hábitos mimados - de pedir simplesmente porque quer - crescemos e evoluímos na matéria e no espírito.
Boa Semana a Todos!
Que o Sol ilumine, de verdade, suas Vidas.
:D
Kelma Mazziero
A traição
Para quem acompanha o Blog peço de antemão: não defina a Carta da Lua como traição. A Lua, mentalmente falando, nada mais é do que a reação à traição. Resolvi falar um pouco sobre isso porque, sem dúvida alguma, é o medo mais frequente nas pessoas. Traição no trabalho, na amizade, na família, principalmente no amor (quando o sentimento de amor é visto e tido como um relacionamento). Mas afinal, o que é traição? Essa polêmica é constante e sempre igual. Quem não sabe se posicionar direito diz que traição é questão de ponto de vista. Quem se posiciona parece radical. Os que se sentem traídos ficam desequilibrados, desconfiados, com mania de perseguição. Já aqueles que traem encontram justificativas e razões para estarem se comportando dessa forma. O fato é que traição existe, sim. E por mais que digamos que é uma questão de ponto de vista, quando alguém que a gente gosta e confia “pisa na bola”, entendemos perfeitamente o que isso significa. E, como a Vida é uma via de mão dupla, isso acontece com qualquer um, inclusive com aqueles que dizem que não se incomodam com esse tipo de coisa.
E o que a Lua tem com isso tudo? Muito bem. A Lua é uma Carta que mostra, dentre tantas coisas, o estado que ficamos quando nos sentimos traídos. Na verdade, muitas vezes a Lua mostra o imenso desequilíbrio que uma pessoa vive naquele instante, por se sentir traída ou estar desconfiada. É uma Carta que mostra escancaradamente o medo, a sensibilidade, a fragilidade que ficamos quando nos percebemos traídos. Por mais que os amigos não tenham paciência com a gente, por mais que digam que é coisa da nossa cabeça, quando algo de errado acontece… a gente sabe! A Lua fala justamente dessa percepção, dessa intuição. Aquela sensação, lá no fundinho, de que tem alguma coisa errada. Veja bem, não confunda a sensação com a imaginação! Para saber a diferença entre ambas, é simples: se faltar conexão com a outra pessoa, sua intuição já deve ter sinalizado alguma dorzinha. E, se você não souber trabalhar isso, pode vir a se desestabilizar com o passar do tempo, sim, perdendo a noção do que é real e do que é medo. E digo mais, isso é totalmente humano. Quem diz que é bobagem, que é coisa de gente neurótica/paranóica, não está conseguindo respeitar a fase delicada que uma pessoa de Lua vive. É um dos momentos mais ricos de aprendizado que um ser humano pode viver. Mostra que a conexão com o outro está rompida, mas que a conexão com nosso instinto está sendo refeita e desvendada.
Portanto, minha gente, semana de Lua: semana de assuntos profundos e íntimos que poderão vir à tona. Aproveitem. Não julguem, nem reclamem. Respeitem e aceitem o que suas percepções disserem.
Sempre digo em minha consultas que sou taróloga, não espiã! Quem deve detectar a traição é quem está passando por isso, não o seu tarólogo… certamente a leitura invalidaria metade do seu processo rumo ao auto-conhecimento.
Boa Semana a Todos!
Abração
;)
Kelma