Cartas na Mesa: Tarô Virtual

Artigos, programação e workshops do Site Tarô Virtual - www.kelmamazziero.com.br

Arquivo de Agosto de 2009

Afinal, qual é a proposta?

8 de Espadas não é uma carta muito querida e popular. Apesar de existirem divergências entre estudiosos no assunto, o simbolismo tradicional mostra uma inflexibilidade tal nesta carta, a ponto de pedir reformulação por conta de erros cometidos (e não admitidos) que resultam em exposição, desconforto e perda da racionalidade. É comum também olharem pro 8 de Espadas e se assustarem, achando que aquele que a representa é uma pessoa má, sem noção de si mesma, alguém que merece sofrer as consequências dos próprios atos.
Muito bem. E se eu disser aqui que a maioria teme o 8 de Espadas justamente por, eventualmente, vivê-la no cotidiano? Sim, acontece com mais frequência do que a gente gostaria. Primeiro porque errar faz parte. Segundo porque qualquer ser humano que se preze tem lá seus erros não assumidos. Terceiro porque a maioria também é inflexível quanto às suas opiniões e vivências. Quarto porque a gente frequentemente projeta a coisa errada, continua na trilha sabendo que pode se dar mal, não abre mão do erro e depois resolve ficar confuso e sem direção.
Dou aqui um exemplo. Atendo muita gente com o Tarô, muita gente mesmo. Costumo dizer, inclusive, que não fico computando quantas pessoas já atendi (porque só me faltava ficar contando o número de pessoas que atendo e ensino Tarô pra vender meu trabalho). Sei que atendo muita gente, sei que amo trabalhar com isso, sei que tenho nesse caminho minha libertação e meu aprendizado. É o que basta para mim. Contudo vejo muita gente me perguntar sobre assuntos que (elas mesmas) julgam impossíveis. Verdade! É comum ver que a pessoa, muitas vezes, quer saber alguma coisa sobre a própria vida, coisa que não está conseguindo entender direito, coisa que precisa esclarecer. Uma situação que não se resolve (ainda bem que eu jogo pra isso, e não pra ficar tentando adivinhar o que acontecerá nos próximos 50 anos de alguém!). O curioso é ver que essa pessoa procura entendimento porque não desiste daquilo. E, ao mesmo tempo, diz achar impossível a realização e a solução da situação. Aí eu fico me perguntando: “Mas enfim, qual é a proposta?”. Sim, porque não sou a taróloga que ignora a dor do cliente e finge que não vê seu sofrimento. Muito pelo contrário, busco ao máximo compreender o que acontece, pra dar suporte real e não falar um monte de coisinhas decoradas. E, nas horas em que vejo que pessoas têm, como meta, algo que elas mesmas julgam impossível, eu travo. Não sei o que dizer nem o que pensar.
Isso é o 8 de Espadas, amigos. Uma situação que começou torta (ou entortou logo no começo), teve uma continuidade forçada, cheia de enigmas, segredos e erros, culminando em algo que não deu certo e ficou claro (nítido para todos) que não daria em lugar algum. Mas o indivíduo continua querendo, pensando, tentando, forçando…faz disso um projeto. E um projeto fadado a morte, pois a própria pessoa diz ser impossível! Ela decreta a impossibilidade e não abre mão de ficar insistindo na questão. É importante salientar que não estou reclamando das pessoas (não mesmo) mas apenas salientando a preocupação que um comportamento 8 de Espadas gera em quem vê, do lado de fora, toda essa situação. Viver o 8 de Espadas dói. E assistir não dói menos.
Sendo assim, essa semana fica para a reflexão de seus próprios projetos, erros e acertos. E - claro - insistências.
Tudo o que pensamos e falamos se torna decreto. Pode ser um veto, pode ser uma concessão. Mas saiu de nós mesmos e por isso deixa de ser imagem e se torna realidade. Então, pense! Se você acredita no que quer, faça-o de cabeça erguida (afinal, o máximo que vai acontecer é descobrir que estava errado no final e isso não mata ninguém!). Se não acredita na própria meta, páre de se torturar. O impossível somos nós que fazemos. E, se seu decreto é um veto, não vá continuar lutando sozinho por uma questão que foi assassinada por você mesmo.
Mas aqui vale um pequeno lembrete: nada é impossível. Somente aquilo que você cria e denomina ser assim.
Boa Semana a Todos ;)
Abraços
Kelma Mazziero

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Quando “aquele jeitinho” é a única saída!

Muita gente critica quem costuma “dar um jeitinho” pra resolver as coisas e encaminhar soluções. Muita gente fala que vivemos no País do “jeitinho”. Mas a questão é: quem nunca deu um jeitinho ou quem não se vê obrigado, de vem em quando, a fazer isso? Muito bem, o 7 de Espadas fala desse assunto, pois alia a possibilidade e a esperança no meio de um trajeto tortuoso e difícil. Furar a fila é um jeitinho que todo mundo critica, passar na frente do outros também, tentar receber as coisas antes da hora idem, não devolver uma nota encontrada pode também acontecer…são “jeitinhos” criticados e sempre apontados como maléficos. Mas a pergunta é: e quando você está sem dinheiro pra comprar um remédio importante e alguém surge com um desconto por debaixo dos panos? E quando é preciso pagar algo e alguém resolve dar um jeitinho de burlar a situação pra aumentar o prazo? Ou, ainda, se alguém favorece quem a gente ama com alguma coisa e vemos a pessoa feliz e contente? Aí fica difícil julgar, nâo é mesmo?
No naipe de Espadas vemos com muita frequência esses conflitos e dilemas. Por que? Por causa da idéia, da opinião, do pensamento, da forma que cada um tem de ver e lidar com o próprio cotidiano. E no 7 de Espadas surge, em meio a tantas cartas difíceis e tensas, uma oportunidade de conseguir o que se quer na base do jogo de cintura, da diplomacia, do “jeitinho”. Julgamentos e opiniões à parte (já que Espadas tem isso de sobra!) o fato é que, depois de dias, semanas, meses ou (até) anos de dificuldade, quando aparece uma brechinha com a chance de alguma coisa dar certo é bastante difícil recusar. Como disse anteriormente, furar a fila é meio covardia, tudo bem. Mas e na hora que se está em dificuldades há tanto tempo, sem dinheiro e sem oportunidade de emprego, surge a chance de conseguir um remédio mais barato? Ora, isso também é dar um jeitinho.
Não vamos aqui debater sobre as obrigações do Governo, por exemplo, de fornecer asistência médica básica e condições mínimas para as pessoas porque essa possibilidade é surreal. A gente sabe bem que na hora do Pronto-Socorro há uma diferença abissal entre encarar o Albert Einstein ou o Regional Sul. Não questiono os médicos, o atendimento, nada disso. Mas falo do lado de cá, de quem encara a fila, a espera, o atendimento na correria e não tem outra alternativa porque está doente e sem dinheiro! E aí? Como é que fica? Se der pra encontrar um jeito de ser bem atendido essa possibilidade será negada? Pois é. Muitos ainda dizem que, nesses casos, se é pra enganar as autoridades fica ainda mais saboroso…Se fica não sei. Sei que aqueles que vivem no mundo real e precisam trabalhar pra se sustentar e ainda cometer o despaltério de ter uma família sabem, muito bem, o quanto a vida está puxada. E nessas horas o “jeitinho” toma outras proporções.
De qualquer modo não estou aqui defendendo a ilegalidade nem esse ato de tentar burlar regras, normas, conceitos. Quero apenas explicar uma carta através de situações reais, cotidianas, que (quase) todos experimentam. E neste caso, o 7 de Espadas é a chance de fazer dar certo alguma coisa, em meio a uma fase difícil e atribulada e justamente por essa razão, a maioria das pessoas se agarra à tal alternativa com unhas e dentes. E quem nunca se viu sem saída que atire a primeira pedra, não é?
Enfim, que essa semana seja de resgatar as esperanças e aceitar as possibilidades, de modo que haja um respiro, um feixe de luz numa fase nebulosa, uma brecha pra conseguir viabilizar o que for preciso. Com diplomacia, com versatilidade, com “jeitinho” pode até ser que algumas coisas aconteçam. Vale, antes, refletir sobre tudo isso e então decidir… para que não seja obrigatório encarar os próprios erros futuramente. A chance pode surgir a qualquer momento, por isso, julgue-a como sua consciência determinar.
Boa Semana a Todos ;)
Abraços
Kelma

(Imagem: Charming Pixie Tarot)

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A espera pode ser uma aliada

Conhecido como a “Temperança dos Arcanos Menores”, o 6 de Espadas se mostra diferente na prática, não abordando o tema da suspensão como quem está sendo protegido (que é o caso da Temperança), mas sim, como quem não tem outra alternativa a não ser esperar e pensar como modificar a estratégia, já que sua base é comodismo, e não uma intervenção divina.
É comum vermos as pessoas incomodadas, irritadas e até ofensivas por falta de paciência. Aliás, virou moda ser mal educado hoje em dia, em todos os aspectos. No trânsito, nos restaurantes, nas lojas…exigir e ser agressivo é sinal de tempos modernos, de pessoas engajadas e antenadas, que sabem exigir seus direitos (será?). Portanto, pedir paciência atualmente é pedir pra ouvir palavrões, reclamações e o que se chama de lidar com a “autenticidade” das pessoas. Porém, é interessante notar que, na hora que é preciso fazer algo que não se está com vontade, toda essa exigência escoa pelo ralo.
Na hora de ouvir que é preciso ter paciência ou tolerância (pois, no momento, não há nada a ser feito) a reação é comumente impulsiva e irritada (o oposto do que seria indicado). Porém, na hora de fazer aquilo que já está encostado há um tempão, resolver aquela pendência antiga que está congelada, de aproveitar que precisa esperar algum tempo pra chegar onde quer e usar esse tempo para correr atrás do que está precisando de solucionamento…aí não! Dá preguiça, é longe demais, ocupa tempo, precisa resolver outras coisas antes. É o velho papo de que “depois do inverno eu vou pra academia” ou “depois que passarem as férias vou fazer um check up” ou “depois que passar essa fase atribulada terei tempo de negociar minhas pendências e -principalmente- cumprir meus compromissos”. Imagine se anos mais tarde (depois do longo inverno que impedia a criatura de ir praticar uma atividade física) o avaliador físico dissesse: “é preciso esperar um tempo para começar seus treinos, pois no momento precisará de mais exames, para garantir que não tenha inconvenientes futuros com os exercícios”. Imagine, que ousadia, aquele profissional de meia-tigela dizer que eu não posso fazer exercícios!!! (Isso porque foram anos pra começar, mas quando é preciso esperar, aí se torna uma afronta).
Pois é. A espera é uma questão de ponto de vista. Porque esperar o que se quer deixa muita gente irritada. Mas fazer o que precisa ser feito há séculos e está ali empoeirando e esperando, isso não, não irrita. É disso que trata a grande diferença de uma espera que não pode ser mudada (a Temperança) e outra espera que pode (sim!) ser modificada com um pouco de boa vontade e flexibilidade (pano de fundo constante em Espadas). Mais curioso é notar que a Temperança indica tempo para proteção a fim de impedir que aconteça qualquer coisa na hora errada, para realmente ajudar a pessoa. E o 6 de Espadas indica o tempo para rever a estratégia e atitude, pois é um tempo que indica prejuízo, tanto antes quanto depois de lidarmos com ele. A Temperança previne, o 6 de Espadas ensina.
Sendo assim, fica aqui a reflexão para o tempo que não se pode alterar (o de ponderar, harmonizar e tolerar) e a reflexão para o tempo que precisa ser viabilizado, resolvido, encaminhado, direcionado. Enquanto não se consegue o que quer é sempre bom usar o tempo para resolver o que está ao nosso alcance. E por mais cansativo, desanimador e irritante que possa parecer, todo tempo acontece e suspende situações porque nos obriga a trabalhar com o que temos em mãos nesse exato momento.
Faça o melhor com o tempo que tem, trabalhe com o momento presente, resolva o que precisa antes de exigir que resolvam por você. Esperar é (muito) diferente de acomodar-se. Viva as diferenças de tempo.
Boa Semana :)
Abraços
Kelma Mazziero

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Perda de tempo

5 de Espadas pode ser uma carta de muitos aspectos, análises, interpretações e entendimentos. Aliás, quase todas as cartas de Tarô (in)felizmente acabam ficando assim. Mas eu quero escrever aqui sobre o que mais se destaca nessa carta: o desperdício. A própria palavra (desperdício) já fala sobre a sensação que é viver essa situação. Uma mistura de pena, canseira, desânimo, perda, falta de estímulo, desgaste… tudo junto. Tudo na mesma panela. E só de pensar já dá preguiça. Por que será?
Porque todo mundo sabe muito bem o que significa perder tempo. Pelo menos uma vez na vida alguém já se pegou perdendo tempo. Deixe-me traduzir melhor: alguma vez alguém já se pegou gastando saliva a toa; falando sem ser ouvido; escrevendo sem ser lido; lutando sozinho para algo dar certo; remando contra a maré; achando que seu funcionário vai se mancar e parar de fingir que está trabalhando enquanto olha o perfil no Orkut de todo mundo; acreditando que o chefe vai entender o motivo pelo qual todo mundo na empresa está com o carro na oficina e sem combustível pra ir trabalhar; esperando que o amigo entenda que ir toda semana naquele restaurante caro não dá; tentando convencer o(a) namorado(a) que mudar de posição sexual oitenta vezes não indica atingir o prazer; explicando pra(o) colega que seu(sua)pretendente não ligou mais porque na primeira noite o assunto só girou em torno do conceito de casamento; argumentando com pai e mãe sobre o motivo real pelo qual não contou que tinha ido viajar e mentiu dizendo que ia só no churrasco do amiguinho…a lista é sem fim. Mas a perda de tempo, uma hora, acontece. Perda de energia, perda de paciência, perda de fé, perda de controle, perda de clareza.
O 5 de Espadas fala da tentativa(vã) de ainda achar que o País tem jeito; que o pessoal do Ministério da Saúde tá sendo honesto quando fala sobre a gripe suína; da esperança(vã) de esperar que as mulheres parem de dar todo seu dinheiro pros homens gastarem e retribuírem com uma boa crise existencial; da insistência em achar que o chefe vai dar aumento sem que você precise, antes, pedir demissão. Sabe aquela resposta que tá na moda(ahã?)? Pois é. Perda de tempo.
Essa semana fica dedicada exclusivamente a essa energia que deve ser poupada. Insistir por uma causa nobre vá lá. Mas ficar rodando sobre o mesmo chão enlameado é perda de tempo. Respire, olhe pra fora, tente ver outras coisas. Imagine-se de frente para um precipício e de repente, você olha com atenção para as flores e as árvores que estão ao redor e que não havia visto antes de se arriscar a saltar por falta de opção. Olhe ao redor. Respire mais uma vez. Silencie o barulho externo e o barulho interno. Não perca mais tempo, viva enquanto há tempo e use essa energia que sobra…para si mesmo(a).
Boa Semana ;)
Abraços
kelma

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Rotatividade inútil

Semana de 4 de Espadas, carta que fala de muita coisa, dentre elas: adiamento, tensão, forças opostas, limite, inação. Como exemplificar uma situação dessas sem cair no modelo óbvio do descanso para pensar e refletir? Afinal, uma coisa é estar num momento em paz e de bem-estar consigo, entrando em comunhão natural com tudo, compreendendo a fase vivida. Outra coisa é vir de processos desgastantes e ter que parar, para tentar entender o que realmente está havendo, com tanta tensão e adiamentos à sua volta. Nem tudo tem como solução a simples espera resignada. E o 4 de Espadas mostra que alguns adiamentos são forçados…não simplesmente aceitos.
Para mostrar a diferença entre o conselho óbvio e o conselho realista, utilizarei um modelo comum nos dias de hoje, que vejo frequentemente em consultas e nas pessoas com as quais convivo: a rotatividade profissional. Atualmente todo mundo vive com medo de perder o emprego. A gente lê que a taxa de desemprego é menor, que caiu o número de desempregados, mas às custas de quê? Veja bem, não quero fazer pregação muito menos ter no Blog um espaço para ofender políticos ou empregadores. Mas não parece um absurdo ter menos gente desempregada e todo mundo morrer de medo de ficar desempregado? Pois é. E Por que isso acontece? Porque qualquer coisinha coloca um indivíduo no olho da rua!
Estagiário querendo tomar lugar de funcionário antigo na empresa, gente nova que se forma rápido e ganha menos, candidatos que não exigem registro ou não fazem questão de ter seus direitos preservados, pessoas aceitando fazer mil funções ao invés de uma só para economizar em equipe…ok! Não pensem que estou criticando quem faz isso. Na verdade eu sei muito bem que se chegou a esse ponto justamente pelo medo de ficar sem o emprego, seja ele qual for, independente das condições que se ofereça. Isso tudo está assim também porque o empregador se aproveita da situação. Muito mais fácil ficar mudando de funcionário para sempre pagar menos. Melhor ainda se é gente nova que não exige tantos direitos. De preferência, se não tiver família pra não precisar faltar ou ter seus dias de mau humor. E, para ficar perfeito: todo mundo na empresa fica com medo de ser mandado embora porque sabe que a rotatividade faz parte da política e a qualquer pisada na bola…rua!
Aqui temos um 4 de Espadas. Forças opostas no limite, nenhuma solução, pausa e adiamento. O pior disso tudo é que se perde, com essa postura, muita coisa boa. Uma delas é aquele ambiente de trabalho bacana, no qual as pessoas se conhecem, mantém amizade e às vezes -mesmo depois de mudarem de emprego- continuam amigas por anos a fio. Vai embora também aquele clima ameno, pacífico, que mesmo tendo uma briga aqui ou ali sabe-se que dá pra superar e continuar trabalhando (sem precisar ter demissão ou pedir as contas depois do ocorrido). Tudo isso promove a energia da equipe, que encara crises e situações em conjunto, facilitando um ambiente profissional estável, firme, agradável com colegas e amigos convivendo sem medo e sem tanta competição.
Sendo assim, nossa carta da semana mostra o quanto é inútil e infeliz a rotatividade excessiva. Mudar é bom (manter a opinião também) mas chegar ao ponto de causar tanta tensão que resulte em adiamento, silêncio e nenhuma solução positiva pra ninguém…aí é perda de tempo. Ganha-se em funcionário sempre novo…perde-se em equipe e durabilidade. Nada paga um trabalhador fiel, leal e companheiro. Nem a economia que, na verdade, só vai enriquecer a quem nem lembra o nome do empregado.
Portanto, essa semana pede reflexão sobre a tensão que gera silêncio e disputa inútil. Não adianta inserir o braço-de-ferro em tudo na vida. É preciso pensar mais longe e ver se não estamos apenas ajudando quem não nos representa nada além de cobranças. Afinal, competir é bom. Mas não ter parceria alguma é ruim. Por isso existe o diálogo, para quebrar o silêncio, afrouxar a tensão e estabelecer (ou tentar ao menos) uma ponte entre as partes. Dessa forma nunca olharemos para trás com a sensação de que não existe história alguma nas coisas que tentamos construir em nossa carreira.
Boa Semana a Todos ;)
Abraços
Kelma Mazziero

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