Cartas na Mesa: Tarô Virtual

Artigos, programação e workshops do Site Tarô Virtual - www.kelmamazziero.com.br

Arquivo de Dezembro de 2009

Plante o bem!

Justinho na semana do Ano Novo teremos uma carta que é a cara da virada: o Pajem de Copas.
Investimento é um aspecto de todo Pajem, mas cada um investe e se aplica a alguma coisa diferente. No caso de Copas é investimento amoroso, emocional, construtivo com pensamento positivo e bem disposto. Ou seja, ele é um dos Pajens que mostra maior aptidão para conquistar e realizar futuramente. Não são cartas que garantem realização, é fato, mas se o começo é bom e estruturado as chances sempre aumentam.
Sendo assim vale apostar nessa vibração: investir no que é bom, plantar o bem, acreditar nas melhorias, se empenhar no que é construtivo, estar disposto. Tudo bem, cada ano que passa parece mais difícil e desafiador. Mas crescemos nós, crescem também os problemas. É o famoso ditado “Deus dá o frio conforme o cobertor”. Quando os problemas ficam mais requintados é porque nós também temos experiência e estrutura para enfrentá-los. Por isso, mesmo que tenha sido um ano cansativo, estressante, cheio de altos e baixos…o que impede a gente de se manter positivo, construtivo e aberto para mais desafios e também mais crescimento?
Nesse ano que está chegando comece apostando com a mesma energia que aposta um Pajem de Copas. Plante o bem. Não importa se começar simplesmente reciclando lixo, economizando água, maneirando nos gastos desnecessários, tendo mais paciência com as pessoas que sempre te irritam, apoiando uma ou outra atitude de seus semelhantes…comece investindo no que tem de bom e ofereça o seu melhor a quem está por perto. Isso sempre funciona.
Ajude o planeta, ajude a humanidade a ter um pensamento sustentável, ajude seus amigos, sua família, ajude a si mesmo. Essa corrente do bem só alimenta coisa boa na vida e fortalece qualquer um para lidar com obstáculos. Não deixe de acreditar, de tentar, de semear e plantar o que é bom e tem qualidade. E comece fazendo isso consigo porque depois é natural que isso se espalhe à sua volta. Combinado?
Ano novo, hora de começar pelo bem, porque essa deve ser (sempre) sua primeira opção! Estamos vivos e isso, por si só, já é uma grande bênção. Seremos gratos se honrarmos nosso coração e colocarmos tudo o que é bom e pode ser ainda melhor em nossas vidas e na de nossos semelhantes, incluindo nosso planeta.

Abração cheio de alegria e coragem, apertado e sincero, a todos vocês!
Feliz 2010 :D
Kelma Mazziero

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Se joga!

O 10 de Copas vai reger a semana do Natal. Isso é muito interessante porque esse Arcano fala de êxito, realiza o que realmente faz sentido e satisfaz, aborda a felicidade em comunhão com a concretização, une a emoção e a prática. Clareia a mente para a emoção e destaca o espírito que precisa (sempre) ser conduzido com Verdade.
Todos esses conceitos são muito bonitos de se ler, de se ver e de se querer. Mas qual o nível de entrega necessário para poder experimentar esse estado tão almejado de corpo/mente/espírito? Porque se analisarmos a maioria dos indivíduos veremos muitos desejos, mas pouco espaço para que esses desejos aconteçam efetivamente, dentro dessas pessoas.
Resumindo: querem felicidade, querem alegria, querem realizar aquilo que dá satisfação mas ninguém quer se entregar de corpo e alma para que a Vida possa transformar cada um a fim de abrir espaço pra toda essa perfeição tão esperada. Mil critérios, centenas de “poréns”, uma série de (pre)conceitos e discriminações restringem e limitam tanto, que tudo o que é novo ou inusitado parece ameaçador.
Para sentir a plenitude, para viver a sensação completa que tanto se deseja, é preciso se entregar primeiro. Por isso, nessa reta final de 2009, deixe de ser cheio de não-me-toques, deixe de achar que idade traz sabedoria, deixe de competir, de comparar, de levar tudo a ferro e fogo, de acreditar que só você vê as coisas com clareza. Se joga! Se entrega!
Para poder sentir tudo é preciso deixar o limite da emoção de lado. É preciso parar de ter medo de ousar, esquecer aquele olhar de canto-de-olho para tudo o que não foi criado por você. Depois de tanto tempo de vida, depois de tantas experiências, por que seria tão ruim e assustador viver algo em sua totalidade? Por que parece incontrolável o desejo de dar a última palavra com o veredito sobre tudo? Não deixe de tentar. Não se feche para a entrega. Seu coração agradecerá, com certeza!

Feliz Natal a todos vocês ;)
Que nossos limites sirvam como base, mas nunca como restrição, para o dia de amanhã!

Abraços
Kelma Mazziero

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Tudo passa…

Na Semana do 9 de Copas vale respirar fundo e se abrir para a parte boa de toda e qualquer crise. Depois de ter que aceitar o próprio passado, lidar com a nostalgia sem ter que reviver o que já passou, encarar as próprias ilusões e aceitar os erros para que nos tornemos mais humanos, nada mais justo do que ver a fase mais complicada passar.
Nem sempre as coisas ficam perfeitas e maravilhosas logo após uma fase difícil. É mais comum perceber que, aos poucos, tudo vai se acalmando e entrando no seu devido lugar. É o pós-choque, quando ainda estamos estranhos e percebemos que não há mais tanta pressão, mas a necessidade de se dar um tempo para que a frustração passe, a decepção assente, a aceitação surja gradativamente e comecemos e visualizar a lição que estava oculta por trás de tudo aquilo que aconteceu e nos atolou ou afogou de emoções.
Portanto, essa semana pede paciência e uma boa dose de boa vontade. Tudo passa. Nem sempre passa de repente ou imediatamente, mas a Vida dá chance de vermos que o pior já passou e que estamos caminhando em direção ao aprendizado, em direção à recompensa, que normalmente é a percepção do que aconteceu e do que ficou como lição para a vida toda.
Vivamos com calma a fase posterior à crise. Deixemos que a Vida amenize as dores, mostre as lições, encaminhe o descanso e revigore as energias. Reciclando e arejando o cotidiano, gradativamente, podemos experimentar o processo completamente e não repetirmos coisas que não foram tão agradáveis assim. Para sermos bem sucedidos é preciso passar o processo por inteiro, seja ele qual for, com serenidade e dignidade.

Boa Semana a Todos ;)
Abraços!
Kelma Mazziero

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Eu errei e preciso saber que isso acontece!

O 8 de Copas faz toda a diferença num jogo, numa análise, num estudo. Além de ser um “8″, que fala de alterações realizadas pelo destino (ou pela própria Vida), é de Copas e isso inclui ao número a importãncia da versatilidade. Porque pode parecer insistência de minha parte, mas o fato é que, na vida a inflexibilidade fecha, danifica, dificulta e encerra quase tudo. Ao olharmos um 8 de Espadas e um 8 de Copas podemos ver elementos muito parecidos. Porém o final, a conclusão, o resultado é sensivelmente diferente. E isso acontece única e exclusivamente porque, em Copas, há versatilidade, flexibilidade, maleabilidade e capacidade de adaptação. Portanto, o 8 de Espadas renega o erro, finge que não vê, mantém a rigidez e continua a perder. Já o 8 de Copas olha, vê o que fez, admite e consegue caminhar de cabeça erguida com chances de realização e satisfação. Não parece muito melhor a segunda alternativa?
O ponto crucial, aqui, é lidar com o próprio erro. Hoje em dia, num mundo no qual as mulheres têm que ser lindas, bronzeadíssimas, gostosas, competentes, independentes, saradas, inteligentes (e ainda por cima devem parir para mostrar que são verdadeiras usinas humanas) e todos devem ser perfeitos, errar é sinônimo de fraqueza. Confunde-se muito - e com frequência - erro com humilhação. Então é muito mais comum vermos pessoas “8 de Espadas” (que fazem uma contravenção no trânsito e ao ouvirem a buzina de quem reclama ainda mostram o dedo do meio, como sinal de que continuam a achar que é normal o que fazem, pois não é errado!) do que vermos pessoas 8 de Copas (que, ao perceberem que cortaram o carro que estava à sua frente, levantam educadamente a mão e se mostram conscientes daquilo). Você pode pensar: que diferença faz assumir? É só pedir desculpa e pronto? Não. Não. Ao assumir e admitir seu equívoco com humildade (não fraqueza e nem humilhação) você diz para os outros e para si mesmo que errou. E é natural que isso não se repita aleatoriamente. Simples assim.
Estamos muitos mais acostumados a ver uma turma de jovens que espanca um garoto até matar (essa semana entrou em coma mais um menino - sim, menino - porque 17 anos é muito pouca idade) e, ao invés de caírem em si (para sentirem o que fizeram e nunca mais repetirem a barbaridade) fogem e correm pros seus pais pagarem advogados que vão dar uma desculpa absurda pelo ato cometido (reforçando que ninguém pede desculpas quando erra, apenas acha quem os defenda, para não ter que pagar pelo que fez). O mesmo acontece quando a milésima mãe deixa o filho trancado no carro para ir às compras e depois corre atrás de recuperar o filho. Ela se preocupa em admitir a falha ou está mais preocupada em voltar a ter o padrão que tinha antes do “incidente”, tentando ter novamente o filho, mas não se adaptando às necessidades dele, impondo as suas prioridades como uma forma de mostrar ao mundo que é super ocupada, que tem mil tarefas, que todos tem que entender que ela estava apressada (e aquele mundo de explicações de quem acha que correr e ser atribulado é sinal de ser moderno).
Sendo assim, essa semana merece uma chance para a humildade e a conscientização. Errou? Assuma, admita, sem chilique, sem medo ou sem uma justificativa imensa que sirva como escudo emocional. Errar faz parte, errar acontece. E se não for admitido será repetido (o que é ainda pior). Não dá pra ser perfeito o tempo todo. Tudo bem que a gente tem que buscar o aperfeiçoamento mas o erro faz parte do processo senão tudo parecerá fake. Ninguém tem que ser bonito e maravilhoso 24 horas por dia, nem inteligente sempre, nem disponível todo dia, nem estar certo em todas as questões. Senão… que graça teria tropeçar, arriscar, questionar? Por isso, aproveite, seja você, pratique a humildade, não caia na armadilha de que ser perfeito significa jamais errar. Admita seus erros, aceite-os, e verá que não terá que passar por isso, de novo, tão cedo!
Boa Semana ;)

Abraços
Kelma

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